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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

COLETIVA -SOLIDÃO.."Incomoda-me tamanha estranheza"...

Participando da 14ª Edição Gênero-Situação.

Projeto Creativite”.http://2.bp.blogspot.com/-WtGHihRBngI/TijrSEPzM2I/AAAAAAAAAwM/bffufsWI9R8/s1600/fws.png

http://projetocreativite.blogspot.com


Tema: "Incomoda-me tamanha estranheza".

Vou então narrar a história de Maria.

O que mais incomoda-me a tamanha estranheza do médico dizer que não sabia.

Maria uma linda pessoa. Sempre muito feliz e dedicada a todos e ao seu trabalho. Realizava tudo com muito carinho. No seu local de trabalho era admirada por todos. Sempre sorridente nunca tempo ruim. Sempre autentica e prestativa. Um dia Maria se machucou e teve que para um tempo. Afastou-se do trabalho, por que não podia pisar. Feriu seu pé numa torção. Ficou 30 dias com gesso e logo após retirado o gesso, retornou ao trabalho. Mas sempre sentindo muitas dores. Maria como não gostava de parar, sempre correndo, foi visitar o médico para ver os motivos das dores constantes em seu tornozelo. Após a realização de alguns exames, Maria ficou sabendo que precisa fazer uma cirurgia, pois havia feito um estiramento de tendão. Ficou muito triste ao saber. Mas tudo bem. Fez tudo o que seu médico havia solicitado. Três meses depois, Maria realizou a cirurgia, Janeiro de 2008. Maria Jamais pensou que naquele ano fosse passar por tantas dificuldades. Sem poder pisar Maria ficou numa cadeira três meses até poder voltar a pisar. Após se passarem noventa dias, passou a fazer uso das muletas, pois tinha que buscar a sensibilidade e retomada da caminhada, procedimento este normal para quem realiza cirurgias. Precisa realizar algumas fisioterapias para recomeçar a caminha e voltar à sensibilidade dos pés. Bem como reiniciar todo o processo de caminhada. Sempre sozinha Maria foi buscando através de leitura, uma forma de passar mais o tempo. Pois nem sempre tinha alguém que a pudesse usar. Seu filho ia para escola no período matutino e quando estava em casa, passava seu tempo no computador , e outras vezes saiam com os amigos para conversar. Seu marido ia para o trabalho só estava a noite em casa e nos finais de semana nem sempre tinha tempo para ela, saia com os amigos, ia jogar, queria se distrair, como ele dizia:- vou relaxar um pouco, tirar o estresse.

Maria passava horas sozinhas sem ter com quem conversar. Lia muito, ouvia rádio, Assistia TV, mas nem sempre tudo isso era o suficiente. O tempo parecia não passar para Maria.

"Incomoda-me tamanha estranheza", de uma familia que fazia parte sua vida, deixá-la assim, sozinha.

Após este tempo Maria pensou que pudesse voltar ao trabalho, ganhar alta e voltar à rotina normal. Após quatro meses parada e longe de tudo e de todos, Maria descobre que tem que fazer mais uma vez a cirurgia para retirada dos parafusos que havia sido colocado na primeira cirurgia. E lá se vão mais quatro meses. Tudo novamente ela passa.

Quando ela acha que vai ganhar alta definitivamente, e retornar ao trabalho, Maria novamente descobre que precisa pela terceira vez refazer a cirurgia, pois percebe que algo está muito estranho em seu pé. Percebe um crescimento no lado de fora do pé, como se fosse um joanete, mas não é nada disso. Descobre que o parafuso que deveria ser tirado estava lá dentro, porém quebrado. Retiraram somente um e outro ficou dentro do seu pé. Precisava urgentemente refazer a terceira cirurgia. Triste e inconformada Maria choraram muito. Ficou muito triste e abalada com a noticia que mais uma vez estaria passando todo aquele processo.

Então em Novembro de 2009, Maria se prepara para a sua terceira cirurgia. Ficando agora quatro meses sem pisar no chão, pois não só retirou um parafuso quebrado, como também colocava uma platina como quatro parafusos. O cuidado era ainda maior, pois conseguiram quebrar seu osso, o que era somente um estiramento de tendão, passou ser uma fratura.

Maria não podia pisar de forma alguma. Andou na cadeira de rodas, ou melhor, como não dava conta de usar a dita cadeira, usava a de rodinhas, essas que usamos para sentar na frente do computador. Era mais fácil e pratico, Ela só precisava usar o outro pé para empurrar a cadeira. Tinha o auxilio das mãos. Apoiava-se na parede e lá ia Maria pela casa toda empurrando sua cadeira.

Foi neste período que Maria mais se sentiu sozinha. Época de Natal, de festas e Maria não podiam sair, nem tão pouco enfeitar seu pinheiro de natal, o que fazia todos os anos.

Era uma triste só em seu coração. Longe dos amigos, das pessoas, Maria se sentia muito só.

Até mesmo seu filho e marido não tinham muito tempo para ela. Passava o dia toda sozinha dentro de casa. A solidão foi tomando conta de seu coração. Muitas vezes Maria chorou dentro de sua casa. Somente as paredes poderiam ouvir seus soluços. Não tinha com quem conversar. Foi dando uma tristeza muito grande em Maria, que se entrou em depressão.

Maria que antes era rodeada por pessoas, crianças, jovens, adolescentes e adultos, agora se via ali, triste e abandono, até mesmo pelo os seus.

"Incomoda-me tamanha estranheza", dos amigos não virem visitá-la. ela que sempre se preocupava com eles.

A solidão que Maria sentia, partia o coração de quem a visse, mas ela não tinha quem a olhasse. Muitas e muitas vezes a solidão corroia a alma de Maria. Maria ficou tão revoltada, que quando alguém vinha lhe visitar, não sentia mais vontade de conversar, pois passou muito tempo sozinha e isolada. Até mesmo os amigos não avinham visitar, pois todos trabalhavam. E Maira na sua solidão foi esperando o tempo passar.

Muitas vezes pensou em desistir da vida. Esteve a ponto de separar, ficar longe de sua família. Pois nos finais de semana ela sempre achava que teria alguém para conversar e nunca tinha. Era trocada pelos amigos do marido, Mas teve a Fé e a Coragem de esperar. Superou deu a volta por cima. Foram momentos muitos dolorosos na vida de Maria. A solidão fazia muito mal para ela. Assim que Maria se recuperou retornou ao trabalho, em Março de 2010. Tornou-se uma mulher novamente alegre e feliz.

Mas Maria naquele mesmo ano teve outro susto. Final de Abril de 2010, Maria sente uma forte dor no seu pé. Der repente tudo para. Maria não consegue caminhar. Sente que uma trava passar pelo seu pé. Entra em pânico. Liga para o médico e explica o que esta acontecendo. Imediatamente é marcada uma consulta e avaliada. Faz Rio X e descobre que seu pé não estando calcificado, precisa de uma nova cirurgia para fazer enxerto. Pois é visto que sua perna tem um espaço de 5 cm o que provoca a dor na hora do impacto. Entra novamente com afastamento e se prepara para realizar a cirurgia. Enquanto tem um tempo de trinta dias, Maria começa a rezar e pedir a Deus que afaste daquela cirurgia, pois não quer mais ficar sozinha e nem passar pelo trauma cirúrgico. É muito adrenalina.

"Incomoda-me tamanha estranheza", de um profissional não se lembrar que havia fechado o corte com um parafuso dentro de seu pé. Precisou Maria sentir dor e retornar a consulta para saber que havia ficado um pedaço de parafuso dentro do seu pé.

Par felicidade de Maria após trinta dias a cirurgia é adiada, pois seu médico não pode comparecer, pois iria a um Congresso. Levou quase sessenta dias até para a realização da cirurgia. Foi ai que Maria foi fazer mais uma vez o Raio x, pois a data da quarta cirurgia estava se aproximando. Tal surpresa foi para Maria e seu médico. Mas uma vez o parafuso havia se quebrado. E como já estava dando mobilidade ao seu pé, o que estava travando e dificuldando o caminhado, agora estava completamente livre e nem o enxerto irá mais se fazer. Resolveu-se dar um tempo e esperar que a calcificação fosse dando normalmente, nem que demorasse um pouco mais. Podia até levar uns dois a três anos. Maria agora a critério de Maria, fazer ou não a cirurgia. Somente ela poderia decidir.

Após muitas orações, Maria resolveu não mais passar por tantos sofrimentos e desconfortos.

Vive feliz com os seus parafusos e voltou a viver muito mais feliz. Agora no meio de todos os seus amigos. Porém tirou uma grande lição para sua vida.

Colocou-se em primeiro plano. Primeiro a sua felicidade e depois as dos outros. Aprendeu a se valorizar mais e ser muito mais ela.

Descobriu pela dor, que não pode mais esperar pelos outros para ser feliz, que a sua felicidade estar dentro si própria. Ninguém pode fazer ou dar a felicidade.

Somente ela é capaz disso. Hoje Maria aprendeu a ser uma Mulher em primeiro lugar...

É linda e maravilhosa. Conseguiu superar e dar volta na Solidão...

Como diz a musica de Sandra de Sá:- “Solidão dá um tempo e vá saindo”.

A vida ensina e da coragem para as superações.

Nada acontece por acaso. Muitas vezes o amadurecimento vem com a dor.

A FELICIDADE ESTÁ DENTRO DE NÓS.

Somente nós, cada um de nós é responsáveis pela nossa felicidade.

Não podemos esperar pelo o outro. Temos dentro de nós a força maior, a força de um grande Amor...E esse amor é que nos move a viver...

SOLIDÃO?QUEM NUNCA SENTIU QUE ERGA A SUA BANDEIRA!


UMA LINDA MÚSICA PARA ILUSTRAR TODA ESTA TRAGETORIA DE VIDA.
2 ANOS DE MUITA PACIÊNCIA E SABEDORIA.


Solidão,

dá um tempo e vá saindo,
de repente eu sentindo,
que você vai se dar mal.

Solidão,
meu amor está voltando,
daqui a pouco está chegando,
me abraçando todo meu,
meu, meu...

A solidão é nada
você vem na hora errada
em que eu não te quero aqui

Que solidão que nada,
eu preciso é ser amada,
eu preciso é ser feliz

Solidão, ele disse que me ama, se amarrou em mim na cama me levou até o céu, céu...



Esta é minha participação na 14ª edição Genero do “Projeto Creativite”.

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http://projetocreativite.blogspot.com

AGRADEÇO A SUA COMPANHIA!!!SANDRA

Com carinho tome este café.

UM CAFÉ EXPRESSO PARA VOCÊ.

5 comentários:

Sandra disse...

Não foi possivel escrever somente um poema.
Uma linda história, que mexe com a sensibilidade da gente.
Incomoda-me tamanha estranheza das pessoas que se dizem amigas e amantes.
Deixam muitas vezes no abandono.
O amor é muito mais que isso.
Sandra

Sandra disse...

Aprendemos a valorizar a vida a partir do momento que temos que superar os desafios.
Viver a vida com sabedoria e paciência.
Bjs.
Sandra

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

A primeira pessoa a ser cuidada em nossa lista de "queridos" tem que ser a gente mesmo,caso contrário não sobrará nada para ofertar aos outros!!

Uma bela e triste história!

um beijo!

Sonia Regina

Sandra disse...

Obrigada amiga, por ter vindo conferir.
Não podemos nunca nos afastar de nos mesmos.
O amor para conosco é tudo.
Sandra

Bruna Morgan disse...

Nossa coitada da Maria! Que coisa terrível! Me lembrou um episódio do seriado Grey's Anatomy ;p
Bem, o recado é o mesmo que dei no outro texto, sobre ser grande e no que refletiu na nota. Qualquer dúvida é só falar comigo ;*

http://bruna-morgan.blogspot.com
http://verboresenhar.blogspot.com
http://projetocreativite.blogspot.com